4 comentários em “FINS-D’ÁGUA

  1. O poeta Pedro Paulo Paulino atualizou a deixa de Manuel Bandeira, na quase centenária Evocação do Recife: ” O que fazemos/ é macaquear/ a sintaxe lusíada…”.
    E, exemplificando “a língua errada do povo/ a língua certa do povo “, textualiza a conhecença mais que secular do sertanejo.
    É por esta e outras que ouso afirmar que as prosas em versos e os versos de prosa do autor devem ser garimpados na ganga impura campesina.

  2. Texto de marca registrada de um nordestino raiz, que descreve o nosso sertão com um sentimento de pertecimento que só poeta de muita sensibilidade poderia escrever; me enche de saudade do nosso Canindé. Em tempos idos ouví essa pequena palavra pra descrever o fim da quadra invernos, muitas com uma corruptela ” firn d’água ” como a pergunta, quando será o casamento? No firns d’água .

  3. Dr. Pedro, vc acrescentou um detalhe muito curioso: o casório no fins-d’água. Ninguém imita nossa gente. Abraços e obrigado pelas considerações!

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